Decidiu
seguir a carreira artística após ganhar um violão de sua mãe. Sua
avó tocava violão e bandolim e seu pai era amigo de pescaria de
Silvio Caldas. Sua casa era freqüentada por Elizeth Cardoso e
Aracy de Almeida, entre tantos cantores, cantoras e compositores
da época. Levada por sua irmã mais velha, freqüentava as rodas de
samba, festas e pagodes nos quintais suburbanos do Rio de Janeiro.
Sofreu forte influência da Bossa Nova e do compositor Tom Jobim.
Chegava a decorar mais de 70 sambas e marchinhas.
Em 1961, participou de diversos shows de Bossa Nova em
colégios e faculdades da Zona Sul. Por essa época, apresentou-se
em vários festivais universitários de música.
Em 1965, gravou o primeiro disco, um compacto simples
com a música "Por que morrer de amor?", de Roberto Menescal e
Ronaldo Bôscoli. No ano seguinte, participou dos espetáculos
"Música nossa", ao lado de Tibério Gaspar e Egberto Gismonti. Por
essa época, com Nelson Cavaquinho, Zé Kéti e o grupo Os Cinco
Crioulos, participou do show "A hora e a vez do samba". Fez parte
do conjunto 3-D, juntamente com Antonio Adolfo, Chico Batera,
Hélio Delmiro e Luís Eduardo Conde. Com esse conjunto, gravou pela
Copacabana Discos o LP "Muito na onda".
No ano de 1967, no "Festival Internacional da Canção",
interpretou "Caminhada", de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar.
Em 1969, com os Golden Boys, defendeu a música
"Andança" de Paulinho Tapajós, Edmundo Souto e Danilo Caymmi,
classificando-se em terceiro lugar no "III Festival Internacional
da Canção", da TV Globo.
Gravou o primeiro LP, "Andança", pela Odeon.
Participou do "IV Festival Internacional da Canção"
interpretando "A velha porta", parceria sua com Edmundo Souto e
Paulinho Tapajós. Ainda neste ano, representou o Brasil na
"Olimpíada da Canção", na Grécia, interpretando "Rumo sul", de
Edmundo Souto e Paulinho Tapajós.
Em 1971, estreou como sambista gravando "Rio Grande do
Sul na festa do preto-forro" - um autêntico samba-enredo da Unidos
de São Carlos. Logo a seguir, lançou pela Tapecar o compacto
simples "Amor, amor", samba do Bloco Carnavalesco Bafo da Onça.
No ano de 1973, gravou o LP "Canto para um novo dia".
Para este disco fez a adaptação da composição "Sereia", do
folclore baiano. No ano seguinte, lançou o disco "Pra seu
governo", dedicado à amiga Elizeth Cardoso, no qual despontou o
seu primeiro grande sucesso, a composição "1.800 colinas", de
autoria de Gracia do Salgueiro. O sucesso foi tanto, que o disco
foi editado na França, onde foi convidada a fazer temporadas em
boates parisienses. Voltando ao Brasil, apresentou-se com o grupo
A Fina Flor do Samba.
No ano de 1975, Martinho da Vila compôs em sua
homenagem "Enamorada do samba", que a cantora incluiu no LP
"Pandeiro e viola", lançado pela Tapecar neste mesmo ano. Logo
depois, surgiu uma série de títulos que ela colecionou através dos
anos: "Diva do samba", dado por Zuza Homem de Mello; "Rainha do
samba", por Rildo Hora; "Rainha dos terreiros", carinhosamente
chamada por Elifas Andreato, e "Madrinha", por quase todos os
sambistas novos e antigos.
A composição "Enamorada do samba", interpretada por
Beth Carvalho e Martinho da Vila, foi incluída no disco duplo "Há
sempre um nome de mulher", em 1988, produzido por Ricardo Cravo
Albin.
Ainda em 1975 sua interpretação para "As rosas não
falam", composição inédita de Cartola, foi incluída na novela
"Duas vidas", da TV Globo.
Na década de 1970, juntamente com Alcione e Clara Nunes, formou o
que os críticos chamaram de "O ABC do samba", título dado às três
cantoras pela importância destas no cenário musical brasileiro,
principalmente no samba.
Em 1976, produzida por Rildo Hora, lançou pela RCA o LP
"Mundo melhor", no qual despontaram os sucessos "As rosas não
falam", de Cartola e "Mundo melhor", de Pixinguinha e Vinicius de
Moraes. No ano seguinte, vendeu cerca de 400 mil cópias do LP "Nos
botequins da vida", lançado pela RCA. No disco foram incluídos os
sucessos "Saco de feijão" (Francisco Santana), "O mundo é um
moinho" (Cartola) e de "Olho por olho" (Zé do Maranhão e Daniel
Santos).
No ano de 1978, com produção de Rildo Hora para a RCA,
lançou o disco "De pé no chão", puxado pelos sucessos "Vou
festejar" (Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias), "Goiabada cascão"
(Wilson Moreira e Nei Lopes) e "Agoniza mas não morre", de Nelson
Sargento. Este disco, que chegou a vender 500 mil cópias, marcou o
surgimento do pagode carioca - um jeito inovador e descontraído de
fazer samba, descoberto por ela quando assistia a um ensaio do
Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos, cujos sambistas faziam um
ritmo diferente com pandeiro, tamborim, banjo e tantã,
instrumentos pouco usados em rodas de samba. Emílio Santiago
gravou "Afina o meu violão", composição de Beth Carvalho em
parceria com Paulinho Tapajós e Edmundo Souto.
Em 1979, eleita a "Rainha do Carnaval", a cantora
inaugurou o primeiro grande teatro do subúrbio carioca, o
Cine-Show Madureira. Com espetáculo previsto para apenas uma
semana, o sucesso foi tanto que ficou mais de 20 dias em cartaz,
sempre com a casa lotada. A partir daí, passou a ser chamada "A
Madrinha do Pagode" e fez shows por todo o país. Despontou com
mais dois sucessos populares: "Coisinha do pai" (Jorge Aragão,
Almir Guineto e Luiz Carlos) e a versão para samba de "Andança".
Em 1980, no LP "Sentimento brasileiro", incluiu uma
composição de sua autoria, "Canção de esperar neném", em parceria
com o letrista Paulinho Tapajós, composta quando estava grávida de
sua filha Luana.
No carnaval de 1984, foi homenageada pela Escola de
Samba Unidos do Cabuçu, com o enredo "Beth Carvalho - a Enamorada
do Samba".
No início da década de 1990, comemorou 25 anos de
carreira com o disco "Pérolas", no qual interpretou clássicos de
Adoniran Barbosa, Pixinguinha, Cartola, entre outros.
No ano de 1996, lançou o CD "Brasileira da gema" no qual
interpretou, entre outras "Vida de compositor", de Wanderley
Monteiro e Álvaro Maciel.
Em 1999, gravou o disco "Pagode de mesa", realizando o
show homônimo em várias casas do Rio de Janeiro. Participou do
programa "Tom Brasil", ao lado de outros artistas como Dona Ivone
Lara, Walter Alfaiate, João Nogueira, Luiz Carlos da Vila e Nelson
Sargento, entre outros. O cenário de Elifas Andreato recriava o
clima das rodas de samba freqüentada pelos cantores, que só
souberam que o programa seria gravado em CD poucos minutos antes
do início, o que facultou um registro mais fiel.
Consagrada no Brasil e no exterior, participou por duas
vezes do "Festival de Montreux", na Suíça.
Sua carreira artística faz parte do currículo da
Faculdade de Música de Kioto, Japão, onde é considerada um
fenômeno da música brasileira.
Possui 16 discos de ouro, nove de platina e recebeu
seis "Prêmio Sharp".
No ano 2000, participou do CD "Os melhores do ano II",
no qual fez dueto com o grupo Fundo de Quintal. Lançou o disco
"Pagode de mesa 2", pela Indie Records. Neste CD interpretou "Novo
endereço" (Tia Hilda Macedo e Fernando Cerole), "A comunidade
chora" (Magno de Souza, Maurílio e Edvaldo), "Jequitibá" (Zé
Ramos) e "Minha festa", de autoria de Nelson Cavaquinho e
Guilherme de Brito. O disco contou com a participação especial do
grupo Quinteto em Branco e Preto, formado por jovens sambistas
vindos de São Mateus e Santo Amaro, bairros da cidade de São
Paulo, na faixa "Melhor pra nós dois", de autoria de alguns
componentes do grupo (Magno de Souza, Maurílio e Paquera).
Teve vários de seus discos remasterizados para CD,
entre eles, "Nos botequins da vida", "De pé no chão", "No pagode"
e "Sentimento brasileiro".
Em 2001, pela gravadora Jam Music, lançou o CD "Nome
sagrado - Beth Carvalho canta Nelson Cavaquinho". No disco foram
incluídas "Nem todos são amigos" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de
Brito), "Cheira à vela" (Nelson Cavaquinho e José Ribeiro). Este
mesmo CD contou com as participações especiais de Zeca Pagodinho
na faixa "Dona Carola" (Nelson Cavaquino, Nourival Bahia e Walto
Feitosa Santos), Wilson das Neves em "Degraus da vida" (Nelson
Cavaquinho, Antônio Braga e César Brasil), e de Guilherme de Brito
na faixa "Pranto de poeta" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de
Brito). Foram registradas neste disco 20 composições de Nelson
Cavaquinho, entre elas, "Luz negra" (Nelson Cavaquinho e Amâncio
Cardoso), "Não te dói a consciência" (Nelson Cavaquinho, Ari
Monteiro e Augusto Garcez), "Notícia" (Nelson Cavaquinho, Alcides
Caminha e Nourival Bahia), "Minha festa" (Nelson Cavaquinho e
Guilherme de Brito), "A flor e o espinho" (Nelson Cavaquinho,
Guilherme de Brito e Alcides Caminha), "Nome sagrado" (Nelson
Cavaquinho, Guilherme de Brito e José Ribeiro), "Palhaço" (Nelson
Cavaquinho, Oswaldo Martins e Washington Fernandes), "Juízo final"
(Nelson Cavaquinho e Élcio Soares), "Rugas" (Nelson Cavaquinho,
Augusto Garcez e Ary Monteiro), entre outras. Ainda neste ano,
participou do CD e DVD "Jorge Aragão ao vivo convida", lançado
pela gravadora Indie Records.
Em 2003, participou do disco "A flor e o espinho", de
Guilherme de Brito, lançado pela gravadora Lua Discos, no qual
interpretou, em dueto com o anfitrião, a faixa "Folhas secas", e
ainda lançou o CD "Pagode de mesa 2 ao vivo", pela gravadora Indie
Records. No disco, acompanhada pelo grupo Quinteto em Branco e
Preto e gravado em show apresentado em São Paulo, foram incluídos
clássicos como "Coração leviano" (Paulinho da Viola), "Morrendo de
saudade" (Wilson Moreira e Nei Lopes), "Água de chuva de mar"
(Carlos Caetano, Wanderley Monteiro e Gerson Gomes), "Acontece"
(Cartola), "Firme e forte" (Efson e Nei Lopes), "Novo endereço"
(Tia Hilda Macedo e Fernando Cerole) e "Natal diferente" (Arlindo
Cruz e Sombrinha). Ainda em 2003, lançou o CD "Beth Carvalho canta
Cartola", coletânea de vários sucessos do imortal sambista
mangueirense por ela interpretados em seus discos. No disco,
produzido pelo crítico musical e escritor Rodrigo Faour, foram
incluídas "Camarim", "Consideração", "Motivação", "Cordas de aço",
"Acontece" e "O mundo é um moinho", entre outras. Ao lado de
Eliane Faria, Xangô da Mangueira, Délcio Carvalho, Diogo Nogueira,
Dalmo Castelo, Wilson Moreira, Nelson Sargento, Nei Lopes e Áurea
Martins, foi uma das estrelas convidadas para o show de lançamento
do disco "Maxixe não é samba", de Vó Maria, na Sala Cecília
Meireles, no Rio de Janeiro.
Em 2004 foi a convidada do compositor baiano Riachão no
projeto "Da idade do mundo", no Centro Cultural Banco do Brasil,
em Brasília. Neste mesmo ano gravou o primeiro DVD da carreira.
Intitulado "Beth Carvalho - a madrinha do samba", o DVD foi
gravado no Canecão, onde a cantora reuni três gerações do samba
para a gravação. Além de interpretar alguns de seus maiores
sucessos, entre eles, "Andança" (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e
Paulinho Tapajós), "As rosas não falam" (Cartola) e "Meu guri", de
Chico Buarque, recebeu diversos convidados, acompanhados pela
banda integrada por Mauro Diniz (cavaco), Carlinhos Sete Cordas
(violão de sete cordas) e os percussionistas Marcelinho Moreira,
Jaguara e Marcos Esguleba. Entre os convidados destacavam-se Zeca
Pagodinho em "Camarão que onda leva" (Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz
e Beto Sem Braço); Monarco e a Velha-Guarda da Portela em
"Passarinho" (Chatim), "Saco de feijão" (Chico Santana) e "A chuva
cai" (Argemiro da Portela e Casquinha); Dona Ivone Lara em "Mas
quem disse que eu te esqueço" (Dona Ivone Lara e Hermínio Bello de
Carvalho); o violinista francês Nicolas Krassik em "Folhas secas"
(Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito); Nelson Sargento em
"Agoniza mas não morre" (Nelson Sargento); Luiz Carlos da Vila em
"Pra conquistar seu coração" (Luiz Carlos da Vila e Wanderley
Monteiro) e Teresa Cristina em "Argumento" (Paulinho da Viola).
Também participaram do DVD, que chegou à marca de 50 mil cópias
vendidas, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Sombrinha e Quinteto em
Branco e Preto.
No ano de 2005 lançou o CD "Beth Carvalho e amigos", no
qual foram compiladas algumas gravações de discos anteriores,
tanto seus, como de seus amigos. No disco foram incluídas
participações de Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Martinho da Vila,
Nelson Cavaquinho, Dona Yvone Lara, Golden Boys, Nelson Gonçalves,
Paulinho Tapajós, Mestre Marçal, Grupo Fundo de Quintal, Chico
Buarque, Caetano Veloso, Fagner e Mercedes Sosa. Apresentou-se no
"Festival de Montreux". Ainda em 2005 fez show no "Dia Nacional do
Samba" no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual recebeu como
convidados Almir Guinteto, Luiz Carlos da Vila, Zeca Pagodinho,
Dudu Nobre, Dona Ivone Lara, Vó Maria (95 anos), Jongo da Serrinha,
representado pela jongueira Dona Maria de Lourdes (84 anos) e 50
músicos e bailarinos, incluindo 10 crianças), Monarco, Nélson
Sargento, Darcy da Mangueira, Ary do Cavaco, Sombrinha, Quinteto
em Branco e Preto, Diogo Nogueira e o grupo Partideiros do Cacique
de Ramos. O show foi gravado em CD e DVD e deverá inaugurar o Selo
Andança, da própria Beth Carvalho e que terá distribuição da
gravadora Sony/BMG.
No ano de 2006 apresentou-se no Teatro Municipal do Rio
de Janeiro, no qual montou uma autêntica roda de samba carioca.
Festejou o aniversário de 60 anos em um show no Canecão, no qual
recebeu diversos convidados, entre os quais Noca da Portela,
Monarco, Arlindo Cruz e Sombrinha. Na Lapa, centro do Rio de
Janeiro, fez show ao lado de Luiz Melodia e a Orquestra Imperial
no evento comemorativo "Semana de Consciência Negra". Neste mesmo
ano apresentou-se no projeto "MPB meio dia em ponto", no Teatro
Sesc Ginástico, sendo entrevistada por Ricardo Cravo Albin,
cantando seus maiores sucessos e falando sobre sua carreira. Ainda
em 2006 gravou, no Teatro Castro Alves em Salvador, o CD ao vivo
"Beth Carvalho canta o samba da Bahia". O disco foi lançado no ano
de 2007 em show no Canecão, no Rio de Janeiro. Na ocasião, gravou
o DVD com 30 faixas (Conspiração Filmes), ambos lançados por seu
selo musical Andança e distribuído pela gravadora EMI.
No CD, com 18 faixas, recebeu diversos convidados do
samba baiano, entre os quais Daniela Mercury em "Chiclete com
banana" (Gordurinha); Riachão em "Cada macaco no seu galho" e "Vai
morar com o diabo", ambas de autoria de Riachão; Armandinho em "O
ouro e a madeira" (Ederaldo Gentil); Marienne de Castro em "Raiz"
(Roberto Mendes); Ivete Sangalo em "Brasil pandeiro" (Assis
Valente) e "Dindinha lua" (Walmir Luna e João Rios); Walter
Queirós e Ivete Sangalo em "Filhos da Bahia" (Walter Queirós);
Gilberto Gil em "Mancada"; Carlinhos Brown em "Hora da razão"
(Batatinha); Maria Bethânia em "É de manhã" (Caetano Veloso);
Caetano Veloso em "Desde que o samba é samba" (Caetano Veloso e
Gilberto Gil) e ainda Margareth Menezes, a bateria do Bloco Afro
Olodum, além de pot-pourri de sambas-de-roda acompanhada pelas
Baianas do Gantois e as Baianas de Santo Amaro. O ícone Dorival
Caymmi, a quem o CD é dedicado, também foi homenageado nas faixas
"Oração à Mãe Menininha", "Samba da minha terra", "João Valentão"
e "Maracangalha", esta última com a participação especial de
Danilo Caymmi. No DVD, com direção de Lula Buarque de Hollanda
(Conspiração Filmes), também foram incluídas outras tantas
composições, entre as quais "Siriê" (Edil Pacheco e Paulo Diniz);
"Ilha de Maré" (Walmir Lima e Lupa); "Verdade" (Nélson Rufino e
Carlinhos Santana); "Samba pras moças" (Roque Ferreira e Grazielle
Ferreira) e "Ê baiana" (Baianinho, Fabrício da Silva, Miguel
Pancrácio e Ênio Santos Ribeiro). Neste mesmo ano participou, ao
lado de vários artistas da MPB, tais como Martinho da Vila,
Alcione, Zeca Pagodinho, Nélson Sargento, Ivete Sangalo, Jair
Rodrigues, Velha-Guarda da Portela, ente outros, da gravação do
primeiro CD e DVD "Cidade do samba", do Selo ZecaPagodiscos
(Universal Music), no qual fez dueto com Diogo Nogueira na faixa
"Deixa a vida me levar" (Serginho Meriti e Eri do Cais). O evento
foi apresentado por Ricardo Cravo Albin e contou com a arranjos e
produção musical de Rildo Hora, sendo gravado na Cidade do Samba,
no Rio de Janeiro. Ainda em 2007 iniciou um programa musical na
TVE Brasil, com direção de Belisário França, no qual homenageava
um grande compositor do nosso cancioneiro.