ntes de comprar uma
corda, é preciso entender a importância que ela tem para o
instrumento, seja ele um cavaquinho ou um banjo. A corda, ao ser
tocada, faz um movimento de vibração que resulta no som. Uma
corda de má qualidade irá prejudicar o resultado do seu
trabalho.
Não há como saber se uma corda é de boa qualidade
apenas pela embalagem, é preciso tocá-la. Além disso, cada
músico gosta de uma sonoridade e só ao comprar a corda e tocar
no seu cavaquinho ou banjo, perceberá se ela é boa pra você.
Com tantos revestimentos e tipos fica difícil escolher. Por
isso, ''desmontamos'' a corda para você entender. Antes de tudo,
vale ressaltar que cordas para cavaquinho e banjo são as mesmas.
Há três tipos de cordas, as tradicionais, as para as
diversas captações elétricas do seu instrumento e as leves.
Uma corda tradicional tem as bitolas (ou diâmetro) das seguintes
medidas: 1a Ré=0.28mm; 2a Si=0.32mm; 3a Sol=0.50mm e a 4a
Ré=0.66mm. Além disso, as primeiras e as segundas cordas são de
aço inoxidável (não enferrujam) e as terceiras e quartas cordas
são revestidas de metal (tem a aparência prateada). Já as
especiais para captação elétrica, as terceiras e quartas cordas
são revestidas de aço (as bitolas tem a mesma medida).
As cordas leves são indicadas para quem não quer fazer
muita força para tocar, pois são mais finas, mais leves e
atingem mais fácil a afinação do que as outras. Suas bitolas
medem 0.25mm para a 1a corda; 0.30mm para a 2a; 0.46mm para a 3a
e 0.62mm para a 4a corda. O único porém é que as cordas leves
são menos resistentes, mais elas só arrebentarão se sua mão
fizer uma palhetada muito forte.
OBS. o revestimento da corda é apenas um aspecto visual, não
interfere no som do seu instrumento.
Não existe um tipo de corda certa para cada ritmo, mas
pode-se conseguir um som diferente com cordas de diversas
espessuras (ou calibre). Se você gosta de um som mais grave,
compre cordas com mais grossas. Já se o seu negócio é um som
mais agudo, as indicadas são as cordas um pouco mais finas.
Essas diferenças na espessura são mínimas e só são encontradas
de uma marca para a outra, afinal, uma corda tem padrões para
seguir, para soar sempre a mesma nota.
Muita gente gosta de usar as cordas do violão no cavaco
ou no banjo, usando as quatro primeiras cordas do violão. As
cordas para violão são mais compridas e mais duras para tocar.
Além disso, a relação custo/benefício não compensa, pois ao
comprar cordas de violão, só usará quatro e as outras duas vão
sobrar.
A melhor hora para trocar a corda depende da freqüência
com que toca seu cavaquinho ou banjo. Para quem toca todos os
dias, a troca acontece geralmente de quinze em quinze dias. Mas
há maneiras de identificar quando elas precisam ser trocadas.
Primeiro, a corda ganha sujeira, perde sua tensão (capacidade de
ficar esticada), sua afinação e, por último, o som sai
''abafado''. Quando isso acontece, não adianta insistir. Corra
para a loja mais próxima antes que elas estourem e acabem com o
seu show.
A maioria dos cavaquinistas iniciantes quebram com
facilidade a terceira corda (Sol) por ter um toque mais
agressivo ou por não saber executar uma palhetada. Para
consertar a corda arrebentada, cometem os graves erros de
emendar a corda (que acaba estourando novamente) ou enrolam uma
e até duas cordas Si no lugar da Sol (elas nunca ficaram
afinadas como a original). Não tente inventar, o melhor é sempre
ter cordas reservas.