O
Jeito Moleque nasceu em Santana, Zona Norte de São Paulo (SP), em
1998, quando, após as partidas de futebol jogadas em um clube do
bairro, os cinco amigos de infância, Bruno, Carlinhos, Felipe,
Rafa e Alemão, se aproximaram dos músicos que tocavam no local e
começaram a formar um grupo de pagode universitário, gênero
conhecido por misturar influências da música pop com o samba.
O grupo começou a tomar forma profissional no final de 1998,
quando, após se apresentar em festas de amigos, o grupo passou a
tocar aos domingos num bar da Vila Madalena (SP) para um público
formado, em sua maioria, por jovens universitários como os
integrantes do Jeito Moleque, que freqüentaram faculdades de
Direito, Publicidade, Economia e Turismo antes de se dedicarem
completamente à música. Com o sucesso conquistado na casa, o grupo
foi convidado para ser atração do Capitolium Beer, no bairro dos
Jardins (SP). É nesse período em que entra em cena Fábio Ponte,
empresário e sócio do Jeito Moleque.
À partir de 1999, o Jeito Moleque começa a se apresentar nas casas
da Vila Olímpia (SP), é quando aparece no repertório sua primeira
música autoral, Amizade Verdadeira. O grupo passa também a
participar de eventos e shows de axé music comandados por nomes
como: Babado Novo,
Chiclete com Banana e
Ivete Sangalo.
Incentivados pelo produtor Arnaldo Saccomani,
o Jeito Moleque gravou, ao vivo, em 2003, seu primeiro disco solo
(antes, o grupo já havia gravado participações em um álbum
coletivo, Pagode, Cerveja & Feijoada, e em uma coletânea da casa
noturna Cabral). O CD intitulado Jeito Moleque foi lançado em 17
de junho de 2004 com show no Armazém da Vila, São Paulo. No
repertório, as regravações de sucessos de
Leoni, Fundo de Quintal e
Jovelina Pérola Negra já mostravam o
ecletismo da banda. O disco apresentava, ainda, um pot-pourri de
partidos de alto quilate, contrastando com um pot-pourri de
reggaes como Stir it Up.
Com o aumento no número de shows e de público em 2004, além do
aumento da execução de músicas como Eu Nunca Amei Assim, o
Jeito Moleque assinou, em janeiro de 2005, um contrato com a
Universal Music. Com essa nova parceria, o grupo gravou o CD e DVD
Me Faz Feliz, captados ao vivo em show na casa Olympia, uma
das mais tradicionais de São Paulo (SP). O lançamento do CD e DVD
Me Faz Feliz ampliou a projeção do Jeito Moleque, que
percorreu o Brasil com o show de lançamento deste álbum ao longo
de 2005 e de 2006.
Já em abril de 2007, a Universal Music lançou o álbum O Som do
Bem, que contava com músicas compostas pelos próprios
integrantes do Jeito Moleque e experimentações musicais com beat
box, recurso usado nos discos de rap.
Ainda em 2007, o Jeito Moleque gravou o CD e DVD: Ao Vivo na
Amazônia, captado em Manaus (AM) em dezembro daquele ano em
show feito para público superior a 20 mil pessoas. O projeto tinha
como objetivo chamar a atenção dos jovens fãs do grupo para a
importância das questões ambientais. Além disso, todo o material
gráfico do CD e do DVD foi produzido com papel reciclado – atitude
que o grupo já havia tomado desde seu disco anterior - e a banda
convidou 50 jovens universitários para atuar como monitores
ambientais durante o show.
O Projeto Ambiental no qual o grupo Jeito Moleque está engajado
ainda vai além. Tudo começou em agosto de 2006, quando o Jeito
Moleque recebeu o convite da empresa OAK – Educação e Meio
Ambiente – na qual o vocalista Bruno Diegues trabalhou antes de
formar o grupo - para fazer um show de caráter ambiental. Nesse
projeto, além de projetar cenas de vídeos educativos durante os
shows, o grupo Jeito Moleque se compromete, a cada apresentação,
plantar árvores para neutralizar o gás carbônico emitido durante
os shows e, assim, não contribuir para a preservação do efeito
estufa que vem desencadeando o aquecimento global.
Essa é a história que resume os 10 anos de carreira do grupo Jeito
Moleque, que, de brincadeira, se juntou para "fazer um som"
e acabou crescendo e ganhando seu espaço no cenário musical
brasileiro.